OLÁ AMIGOS QUE ADORAM HISTÓRIAS DE TERROR, MEU NOME É EDDYE SOU O DONO DESTA PAGINA, E A AUTOR DA OBRA CINCO DIAS E QUATRO NOITES, E ME INSPIREI A ESCREVE-LA APOS PASSAR CINCO DIAS PRESO, E TENTEI RETRATAR OS HORRORES DE FICAR CONFINADO, OQUE VOCÊ VAI LER A SEGUIR SÃO FATOS E LENDAS QUE REALMENTE SÃO CONTADAS DENTRO DOS PRESÍDIOS BRASILEIROS, E NÃO SÃO DIVULGADAS PELOS SEGUINTES FATORES, O EX DETENTO NÃO TER CORAGEM DE CONTAR OU LEMBRAR SOBRE O ASSUNTO, E PELO FATO DE NUNCA TEREM A CHANCE DE CONTAR PUBLICAMENTE TAIS HISTÓRIAS.
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NÃO USEM DROGAS E NÃO FAÇA ILÍCITO E NÃO QUEIRA SER PRESO, NADA É COMO ELES DIZEM, E NADA É COMO REALMENTE PARECE SER. PEÇO A TODOS QUE LEREM ESTA HISTÓRIA, QUE NÃO DIVULGUEM SEM MENCIONAR O ESTE SITE, POR RESPEITO, PERMITO QUE BLOGS, PAGINAS, E VIDEO BLOGS USEM ESTE CONTEÚDO, NAS CONDIÇÕES DE DIVULGAREM O LINK DESTA PAGINA, NÃO CUSTA RESPEITAR UM ALTOR QUE DEDICOU HORAS E HORAS ESCREVENDO PARA VOCÊ SE DIVERTIR!
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Cinco Dias e Quatro Noites
Estávamos em uma encruzilhada famosa por sempre esta cheia de magia negra, chovia muito era por volta das duas da manhã, o sangue daquele maldito escorria pela estrada, havia muito ódio no meu coração e raiva na ponta da faca que estava em minha mão, eu olhava dentro dos olhos daquele imundo, estavam bem arregalados, de tanta cocaína que ele tinha cheirado, minha cocaína, eu havia viciado ele e agora o matei, e um farou bem forte iluminou em minhas costas, era a polícia, larguei a faca e deitei no chão.
Foi assim que fui parar no inferno, em abril de 2012 fazia mais de um ano que estava preso no CDP de Franca Sp, uma cidade maldita e perturbada, eu não vim para esta cidade trabalhar vim para vender drogas e acabei preso por matar e não por vender, lembro que trabalhava na cozinha e sempre conseguia cigarros e coisas que pode facilitar a estadia no presídio. Todos os dias na hora que os funcionários fazem a chamada, abrem a cela me algemam e sou levado até a cozinha, ajudo fazer o café da manhã cortando e passando manteiga nos pães, e os pães, leite e café são colocados em um carrinho e levado pelos funcionários para as celas, comemos e começamos a preparar o almoço, e após o almoço lavamos as lousas de todos os presidiários, e prosseguimos para preparar o jantar e lavamos as do jantar, é um trabalho bem puxado e não faço ideia de quantas horas trabalho por dia, sei que voltava para minha cela somente a noite. Uma gripe bem forte me impediu de trabalhar na cozinha e me transferiram para o Raio 6, no CDP de Franca tem sete Raios, o Raio 1 é pra onde vai os loucos, o Raio 2 são dos estupradores, o Raio 3 ficam os que tem diploma universitário e os 4, 5 e 6 são presos comuns como trafico, assalto, assassinato e outros, o Raio 7 são os novatos e todos que veem transferidos de outras cadeias e tem que passar trinta dias até que são transferidos para algum dos Raios.
A cadeia tem um ambiente muito pesado, tem pessoas que já fizeram parte de seitas bizarras, e religiões secretas que cultuam o ódio, todos na cadeia tem ódio de alguém da rua, há histórias de bruxos que destroem a vida das pessoas que estam de fora, relatos de gente que invocam espíritos dentro da cela, e tudo de macabro que existe no mundo esterno, mais lá dentro a coisa sempre tem mais força, devido ao ódio e união de pessoas que só querem o mal, é por isso que muita gente tem medo de delatar alguém, pois se for preso e se com unir o ódio de várias pessoas, é possível destruir alguém que está fora da cadeia com a arte da magia negra, porem tudo tem um preço, á aqueles que não tem coragem de pagar e outros que pagam mesmo pois não tem nada a perder. Quando cheguei no Raio 6 me puseram na cela três, e tinha um cara que não era de conversa, fazia orações macabras de madrugada e quase nunca dormia, geral chamava ele de Coruja, todos os dias bem cedo ele colocava seu rosto na cela e gritava bem alto, ''DEUS EU VOU SAIR DAQUI E MATAR SEU DIAMANTE'' , e o Raio inteiro ficava em silêncio por um instante, e logo voltava ao normal. Mais ou menos um mês depois, chegou um novo cara em minha cela, daquele tipo que nunca cala a boca e vive falando abobrinha, dai seu apelido Abobrinha, e ele parecia sempre bem humorado extrovertido, porem tinha raiva e ódio das pessoas que estam na rua, mas parecia conformado com a situação, ele havia sido preso por assaltar uma padaria. Um dia desses o Abobrinha resolveu contar uma história de terror, mais era mais engraçada do que aterrorizante e isso chamou atenção do Coruja que por sua vez olhou bem nos olhos do Abobrinha, e disse que as nove horas ele contaria uma história que da medo. Isso causou um grande reboliço no Raio, porque muita gente tinha medo do que esse cara poderia dizer, outros queriam ouvir oque ele tinha para falar, as opiniões estavam divididas mais nada podia impedir ele de contar, só se o Abobrinha não quisesse ouvir, porem ele parecia bem interessado naquilo e aceitou . Não da pra saber exatamente quantas horas são na cadeia a menos que tenha uma TV na sela, e foi por volta das nove horas que ele começou a contar, dizia que quando estava na rua andava por uma encruzilhada e foi falando sobre vultos e coisas desse tipo, eu fui ficando com sono e dormi. Acordei arrependido de ter dormido e fui falar com o Abobrinha sobre a história, ele estava horrível não tinha dormido, ficou horas olhando para o vazio e não falou muito sobre oque tinha ouvido. Os dias foram se passando e o Abobrinha não se alimentava direito, nada de banho e parece que não dormia também, até que todos da cela começaram a reclamar do mal cheiro e o funcionário tirou ele da cela, e ele não voltou. Um mês depois o Coruja parecia bem estava conversando até sorrindo, até que um dos amigos de cela olhou para ele e perguntou, ''Oque você fez com o Abobrinha?'', o Coruja ficou bem sério com um ar de ódio no olhar e respondeu, ''Agora ele sabe da verdade!''. Alguns dias depois Coruja recebeu pelo correio um pacote de cigarros de marca boa, e trocou alguns maços por maconha, e fez um cigarro enorme que a cela inteira fumou junto, ficou bem alegre e todos estavam falando muita besteira, e o Coruja começou com um papo macabro sobre uma seita que ele fazia parte, e ele ganhou força virou um estelionatário de sucesso, depois a seita estava em guerra espiritual contra um tal feiticeiro, falou de varias religiões conhecidas no Brasil, outra conhecida no mundo, que lutam em espirito contra esse tal, que de mil em mil anos nasce um bruxo, alguns fala que é um enviado de Deus que tem poder de trazer o apocalipse, e essas baboseiras suou muito clichê, ou por ser verdade ou por ser mentira, oque importa que nem dei bola, parecia mais papagaída de preso drogado. Um mês depois o Coruja foi chamado para falar com um psiquiatra, e nunca mais voltou, foi ai que concluí que ele era doido mesmo.
Em agosto de 2012 que as coisa ficaram estranhas, rolava um boato que a cadeia estava assombrada, e alguns presos que eram de religiões que se comunica com entidades, afirmavam que oque estava ali não queria conversar, outros falavam que alguém ofereceu algo para uma entidade poderosa que nenhum outro homem da face da terra poderia cobrir a oferta. Acordei de madrugada e nem fazia ideia de horas, e escutei alguém gritar e esgoelar como se estivesse sendo torturado, parecia sentir uma dor muito profunda, era terrível e me causava um imenso desconforto.
Setembro a grande maioria não conseguia dormir, muitos afirmavam ouvir passos e vultos, outros diziam ouvir vozes ordenando que comprasse drogas e que queria dinheiro, e rolava um boato que tinha uma adolescente loira de olhos azuis que chorava sozinha na sombra. Outubro, só de falar no nome desse mês sinto vontade de me matar, acordei de madrugada e ouvia um barulho perturbador, era como se alguém estivesse batendo uma barra de metal em uma grade de alguma cela, me causava desconforto aquele som de metal com metal que tinia bem agudo e chegava a doer minha cabeça, notei que ninguém havia acordado e quando tentei chamar alguém o barulho parou, mesmo assim eu quis acordar alguém porem foi inútil, pareciam que estavam todos mortos, coloquei meu rosto na grade e chamei por alguém e não tive resposta, foi quando notei um outro barulho, parecia alguém tentando abrir a tranca do Raio, fiquei bem quieto e o barulho persisti-o por alguns instantes e vi a porta do Raio se abrir, da minha cela só conseguia ver a parte que a porta se encostava na parede, comecei a gritar para todos levantarem que o ''Choque'' estava no Raio, mais estavam desmaiados nem se quer pareciam estar respirando, o medo tomou conta de min quando percebi que estava sozinho, era somente eu e aquilo que abriu a tranca, em um desespero tentei abrir minha cela mais era impossível a grade mal se movia, e senti uma presença muito maligna atrás de mim e fiquei paralisado, não queria ver aquilo, e perguntei ''Quem está ai?'' Não tive resposta e fiz uma segunda pergunta, ''oque quer?'', e neste momento me bateu uma dor de cabeça bem aguda, e ouvi todas as bocas de todos os presos de todas as celas do Raio falar como se fosse uma só voz, '' QUERO SANGUE!'', caguei na calça e comecei a chorar e gritei por uns vinte minutos até ficar roco, implorei e supliquei pela minha vida, e uma energia muito forte puxou meu braço esquerdo para fora da cela, meu rosto e peito batia contra a grade, e a coisa me puxava com tanta força que chegou a destroncar meu braço, e em um desespero comecei a gritar pra coisa pegar outro, um estuprador ou um louco, e a coisa parou de me puxar, e escutei a porta do Raio se fechar com muita força. Sentei na privada e comecei a me limpar, eu chorava muito, e tinha medo daquilo voltar foi quando um dos amigos de cela acordou, e começou a fazer muitas perguntas que eu não conseguia responder porque estava muito gago, e todos os presos levantaram e começaram a fazer muitas perguntas, tentei falar mais minha língua travava. Por volta das nove horas da manhã, os funcionários me levaram para a enfermaria, o médico me perguntou oque tinha acontecido e eu respondi que tinha caído da treliche, enquanto ele enfaixava meu braço os funcionários entraram com uma maca, que tinha um homem com o rosto totalmente desfigurado, o médico questionou aquilo, e eles disseram que foi tentativa de suicídio e aquele homem era um estuprador e estava na solitária por ter agredido um funcionário, o médico repudiou aquilo e disse que queria falar com o Madureira e saíram todos da sala, levantei e fui bem de perto dele, e não havia face nem parecia que um dia aquilo foi um rosto, ele ainda respirava dava pra ver pedaços de pele se movendo no ritmo de sua respiração, estava ofegante lembrei do cara que eu tinha matado, e ele abriu a boca e jorrou sangue, estava eu e um cadáver desfigurado em uma sala trancada e abafada, o cheiro de sangue me fez vomitar varias vezes, e pelo vão da porta entrou um mosquito daqueles bem grandes e verdes de varejeira, e foi entrando muitos outros até que a sala ficou muito cheia, eles estavam em min e eu gritei até que os funcionários abriram a porta, e entrou ainda mais parecia ter milhares, corri para fora e vomitei uma pelota de mosquitos que entraram em minha boca e nariz.
Novembro foi perturbador, a maioria dos presos pensavam em suicídio, porque não tinha como fugirmos daquilo e mesmo se os funcionários avisasse algum juiz ou promotor, dificilmente nos soltariam da prisão, na verdade a grande maioria das pessoas iriam adorar nos ver sofrendo. O clima era de desespero, até mesmo os maiores chefões do crime temiam a escuridão, alguns religiosos afirmavam que tinha proteção, mais de uma coisa eu tinha certeza, ninguém estava protegido.
Dia 3 de dezembro de 2012 que vi a face do inferno, acordei ainda era noite, e estava com aquela sensação de que tinha acabado de ser preso, logo todos levantarão para responder a chamada diária, e na hora do café da manhã todos estavam bem calados. Notei que tinha um pão e uma caneca de leite e outra de café sobrando, perguntei se era sobra, um dos amigos de cela respondeu, ''é do doido aí'', foi quando olhei e aquele cara sentado em sua cama com o rosto de frente para a parede, a primeira impressão foi que ele estava fazendo uma simples oração, e ao prestar mais atenção percebi que não se tratava disso, o cara estava conversando com alguma coisa, ele dizia assim, ''eu tenho meus direitos'', ''quem escolhe quantos dias vou viver sou eu'', e após ficar alguns minutos repetindo aquilo, ele pegou seu barbeador e o quebrou, arrancou uma das laminas e sentou na cama olhando de frente para a parede, e continuava a repetir aquelas coisas, porem falava em voz alta, com a lamina em sua mão direita ele parecia fazer muita força mais não chegava a encostar na pele, escorria suor de suas costas, parecia estar bem desesperado e começou a gritar, ''Deus me deixa eu, eu quero ir, quero me matar'', e desmaiou, todos os presos levantaram correndo e foram tentar ajudar, mais naquele momento alguma força sobrenatural o puxou para o meio da cela, e todos subiram para o mais alto das camas que conseguiram, ele ficou sozinho no chão, e começou a dar convulsões, alguns começaram a gritar,''ajuda o cara!'' .Mais ninguém queria descer, e repentinamente ficou bem quieto, todos pensamos que ele estava morto, e ele foi se arrastando somente com os pés até tocar a grade da cela, e se levantou sem usar as mãos, ficou uns quinze minutos parado como se fosse uma estatua, e foi se encurvando de costas até bater a cabeça no chão, neste momento lembrei de uma cena do filme exorcista quando a garota desce as escadas de costa, mais este cara parecia bem pior ele nem usava as mãos, e foi se arrastando de cabeça no chão até o escuro do banheiro. As onze horas da manhã saímos para o banho de sol, e ele ficou sozinho na cela, aproveitamos para ir ao banheiro, e os boatos se espalhavam pelo Raio que havia um cara possuído, muitos tiravam sarro outros ensinavam formulas de fazer exorcismo com pasta de dente, tinha gente até separando os pequenos pedaços de alho das marmitas, há situação era bizarra, cada detento encarava aquilo de uma forma diferente, nessa altura todos imploravam para que o Madureira permitisse que padres entrassem na cadeia, e foi concedido, na quinta feira padres iriam fazer orações nos Raios, porem ainda era segunda e muita coisa poderia acontecer. No presidio não temos noção de horas, dizem que quando a divisa da luz do sol com a sombra das muralhas bate no final da quadra é por volta das cinco horas, mais com o horário de verão não sabíamos ao certo, começamos a jantar e o cara possuído ainda estava no banheiro, parado e calado, nós temíamos a noite, ninguém tinha vontade de dormir, os nervos a flor da pele, adrenalina a mil, tudo muito tenso e todos sabíamos que as dez horas as luzes de todas as celas iriam se apagar, e começamos a preparar as camas porque no escuro seria muito difícil arrumar. E as luzes se apagaram, ninguém queria conversar, eu não conseguia parar de pensar naquele cara dentro do banheiro, era perturbador, e ele começou a gritar e todo mundo se assustou, vários perderam a paciência e foram bater nele, e bateram muito ele gritava mais e contra atacava os golpes, e gritava, ''me deixe em paz! me deixe em paz!'', e os caras que bateram nele pareciam que tinha apanhado mais do que batido, e se passou umas duas horas, ele começou a falar com uma voz de quem estava sofrendo muito, ''me matem por favor! me matem!'', e ninguém se levantava da cama, porem não conseguíamos dormir, e a noite parecia nunca mais ia acabar.
Terça feira de manhã estavam todos com uma cara horrível, parecíamos que estávamos doentes, olhos fundos expressões cansadas, eu estava com muita vontade de cagar, e temia ir no banheiro porque o maluco possuído ainda estava lá, porem eu estava tão desgastado que nem pensei, peguei meu rolo de papel e fui andando lentamente, passei pela porta e olhei, ele estava bem debaixo do chuveiro, se é que se pode chamar aquilo de chuveiro, porque na verdade é só o cano aonde fica pingando aquela água gelada dia e noite, há minha frente estava o lavatório, e em minha direita duas privadas sem divisória sem nada, apenas duas privadas uma ao lado da outra, sentei na que fica o mais longe possível daquele cara e comecei, eu olhava fixamente para o rolo de papel que estava em minha mão, olhei para a porta se é que se pode chamar aquilo de porta, porque não tem porta, a privacidade na cadeia não existe, e olhei para o possuído, e olhou para mim, com uma expressão diabólica parecia um psicopata, maníaco, não tenho palavras para descreve-lo, o doido tinha quase dois metros de altura, estava em pé sem camisa e as gotas de água que escorriam pelo cano do chuveiro caíam em sua cabeça, ele deu dois passos para frente e ficou bem no meio da porta onde todos da cela podiam velo, e sussurrou para mim, '' minha hora esta chegando!'', de onde eu estava sentado apenas os presos que estavam na primeira treliche conseguiam me ver, e eles falavam, ''se tá sozinho ai mano!'' ficou me olhando por alguns instantes se virou de frente para a cela, e assim que foi dar o primeiro passo caio de cara no chão e começou a estrebuchar, eu só via os seus pés se debatendo com muita força até parar, caguei tudo que tinha limpei e levantei para ver ele, e o chão da cela estava totalmente vermelho de sangue. Começamos a limpar eu jogava água com um balde, e outro rapava com o rodo, eu tinha muito medo de pegar uma doença, e o cheiro estava horrível, e alguém gritou, ''O Choque tá no Raio!'', e vieram direto em nossa cela, abriram e todos saímos e sentamos na quadra, foram separando um por um e interrogando individualmente. Já fazia umas quatro horas que eu estava sentado debaixo daquele sol, sem água e comida, em uma posição completamente desconfortável, sentia muita dor nas costas e minha boca estava muito seca, e o policial do choque me chamou, fazia perguntas sobre como eu tinha matado o cara, e outras perguntas que não tinha nada a ver com aquilo, eu não entedia nada e falava sempre a verdade, mais aquela história não parecia convence-los, porem foram obrigados a aceitar.
Fui colocado em uma outra cela até que fosse feito a pericia, e o dia foi se acabando e eu estava em uma cela lotada ao ponto de ter a sensação que nem tinha ar para respirar, todos me perguntavam sobre como foi aquilo, contei a mesma historia umas vinte vezes, o medo era muito forte, tinha gente escrevendo trechos bíblicos nas paredes, lixavam as pontas dos dedos no chão até sair sangue para escrever, outros desenhavam cruzes em suas testas com pasta de dente, era perturbador e insano. E o tempo não para, foi dando a hora de arrumar as camas para dormir, e este momento é considerado a hora crítica, pois dali a pouco as luzes se apagariam, e a escuridão iria prevalecer.
Nesta cela eu não tinha espaço e teria que ficar no chão, eram doze camas nas treliches e havia mais seis colegas que estava sem lugar, total de dezoito homens em um cubículo de concreto e aço, pelo o menos tinha TV, e só de poder distrair minha cabeça com alguma coisa já valia a pena, as luzes se apagaram fiquei olhando para a tela e passava novela, e foi me dando um sono e dormi. Quando acordei era dia, só havia meu colchão no chão, estava sonolento e um cara gritava na porta, ''eu quero sair daqui, vocês não pode me largar aqui, ai Deus, ai ai ai Deus!''. Olhei para um dos caras e perguntei oque aconteceu, ele com os olhos arregalados me perguntava com um tom de desespero, ''como você conseguiu dormi? Como se tá vivo? Nois tem que fugir daqui, num da pra ficar aqui, nois vai morrer!''. Eu não intendia nada e os cara nem queria falar, ou não conseguia explicar, estavam tão desesperados que falavam coisa com coisa, só conseguia entender que algo de muito ruim tinha acontecido naquela madrugada, e o funcionário chegou na cela pra fazer a chamada, foi falando nome por nome e cada um respondia seu numero de matricula, e o funcionário percebeu que os presos estavam fora do comum, e perguntou se estava tudo certo, um de nós respondeu, ''tá tudo errado, a cadeia tá assombrada, nois precisa de padre, exorcista, pastor seja lá quem for, as coisa tá feia!'', o funcionário respondeu que era na quinta feira que eles iriam poder entrar, e teríamos que aguentar até lá e foi para a outra cela. Eu me sentia cansado sem vontade de comer, sem vontade de viver, e pensava seriamente em me entregar a este espirito, e em trata-lo como meu Deus, e oferecer minha alma há ele, e aceitar meu destino mesmo que seja o muito cruel e doloroso, não dava para continuar ali, não dava para viver assim, prefiro um novo Deus do que viver estes horrores de uma vida confinado, pois eu mesmo matei somente um viciado que certamente era um assassino ou ladrão, que mataria qualquer um para sustentar seu vício, e neste país há políticos corruptos que são culpados de matar milhares de jovens, idosos e crianças todos os dias e não dividem uma sela com migo, é injusto eu matar somente um e ser condenado e alguém matar milhares e morar uma mansão protegida por policiais, ou vai ver que o meu erro foi não ter adorado este espirito, pode ser que tais políticos são bem sucedidos por fazer pactos com entidades como esta. O dia foi se passando e pensamentos de submissão a os espíritos preenchiam o vazio de meu tempo, aquela indignação alimentava minha vontade de falar com aquela entidade, era poderosa e tentadora a ideia de poder ter uma força como aquela me ajudando em minha vida, pois nunca tinha imaginado que algo como aquilo existia, me sentia sem medo e tinha a certeza que aquele espirito poderia me tirar de dentro da prisão, eu já tinha visto ele abrir e fechar a porta do raio, e depois fez todos dormirem como pedras, poderia muito bem fazer todos os guardas e funcionários dormirem para que eu posso fugir dali, o único problema era saber oque eu poderia oferecer à aquela entidade, ou que me há motivaria a me tirar dali.
Perguntei se alguém da minha cela sabia invocar entidades, e ouvi muitas besteiras como, jogo da garrafa, tabuleiros e essas coisas de sempre que se vê muito em filmes, porem um dos caras me falou sobre um jeito, um pentagrama feito com sangue cinco velas e um espelho, seria um ritual profano nunca feito dentro da cadeia, onde a pessoa que invoca o espirito se oferece por completo. Para esse ritual ser feito, eu precisaria de um espelho e isso é fácil de se conseguir emprestado, mais as velas eu ia ter que comprar, cada uma custa dez cigarros e teria que ver se alguém do raio tinha as velas e se me venderia, era necessário uma folha de caderno que ganhei, só se fosse para o ritual. Para minha sorte, consegui um cara que tinha um pacote de velas, e me vendeu as cinco, prometi pagar no próximo mês, o espelho estava com migo e já tinha o papel, subi na ultima cama da treliche para não ser incomodado. Para começar a desenhar o pentagrama eu tinha que fazer uma oração, sentei em posição de meditação e comece a falar, ''espíritos e entidades do bem e do mal, permita que meu ritual profano seja válido, preciso dos teus conselhos, preciso de você, eu em entrego de corpo e alma para seus propósitos e suas vontades, seja elas benignas ou malignas, seja para meu bem ou mal, eu te aceito como meu senhor e Deus eternamente, prometo zelar de ti, amém'', e lixei meu dedo no chão até sair sangue, ao desenhar eu notei que o circulo e a estrela estavam perfeito, parecia ter sido feita por uma máquina, coloquei o espelho bem no centro a estrela, e com sangue eu escrevi um trecho bíblico no papel, acendi a primeira vela com um cigarro, deu trabalho mais consegui, dobrei o papel com a escritura divina e selei com a primeira vela, acendi a segunda e dobrei o papel pela segunda vez e selei com a segunda vela, acendi a terceira e fiz o mesmo, e sucessivamente com a quarta e quinta, na sexta vez que dobrei o papel selei com parafina de todas as velas, e na sétima vez fiz novamente com todas elas. Fechei meus olhos e deixei meus pensamentos me levarem, andei pelas nuvens, visitei planetas, e imaginei coisas que nunca havia imaginado, fiquei uns quinze minutos de olhos fechado, e ao abrir me assustei, as velas estavam pela metade, e quando olhei para a cela, todos os presos estavam deitados em suas camas, a TV ligada me fez perceber que não fiquei de olhos fechados por quinze minutos, fiquei horas, porem nada parecia ter acontecido, estava chateado e sem graça por ter feito aquilo atoa, e escutei alguém se movendo e sussurrei, ''e ai meu parça que ta acordado?", e ele nem respondeu foi subindo até onde eu estava, sentou ao em minha frente e perguntou se meu ritual tinha dado certo, respondi que não, só aconteceu alguma coisa estranha, ele questionou sobre oque havia acontecido, e eu expliquei que o tempo passou bem rápido, ficou me olhando e eu olhava ele e tinha a sensação que ele me conhecia, mais eu não lembrava dele nem sequer tinha reparado que ele estava na cela quando cheguei, e fiquei bem surpreso quando ele me perguntou, ''oque você acha que aconteceu, aqui na cela, enquanto você estava desacordado?'', eu não conseguia nem falar, e ele continuou, ''você se sente bem? Fazia quantos dias, que você não via eles dormindo assim? E se você gritar? Será que alguém vai acordar?''. E a TV saio do ar, e ficou aquele barulho alto e irritante, eu olhei para a televisão, e quando fui olhar para ele não havia mais ninguém,e a TV voltou ao normal.